Representatividade feminina importa, sim!

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Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, nossa homenagem prestigia a crescente mobilização pela conquista de direitos, pelo encorajamento das denúncias das violências morais, físicas e sexuais e das discriminações ainda sofridas pelas mulheres, em pleno século XXI.

Apesar de importantes avanços, a realidade das mulheres no Brasil – e no mundo inteiro – ainda é marcada por desigualdades e muita violência. Ainda estamos sujeitas a sofrer, desde a infância, violências cotidianas que seguem por toda a nossa vida.

O papel da mulher na sociedade

Isso porque ainda vivemos em uma sociedade organizada de forma a dar poder para alguns grupos dominarem, explorarem e oprimirem outros grupos de acordo com gênero, etnia, classe social, orientação sexual e os contextos político, econômico e cultural.

Na sociedade, a mulher segue a ocupar um papel submisso. Quando falamos que as mulheres são vistas como inferiores e como propriedade, objetos de uso ou mercadoria, estamos falando das estruturas do patriarcado, do racismo e do capitalismo que impõem uma realidade de dominação e exploração das mulheres.

Isso se reflete em números, estatísticas e muito sofrimento. Onde visualizamos, no cotidiano das mulheres, essas complexidades? Por exemplo, na organização familiar doméstica, onde a forma como homens e mulheres gastam as horas de seus dias revela essa desigualdade e a naturalização do papel da mulher como responsável pelo lar.

O mundo do trabalho acentua a desigualdade à medida que as mulheres ocupam espaços específicos que, muitas vezes, se caracterizam pela inferioridade hierárquica, salários menores e por atividades adaptadas ao que se convencionou chamar de “capacidades inatas”, como de cuidadoras de crianças e idosos.

Assim, a ocupação de postos de baixa capacidade técnica e de menor prestígio, assim como o desnivelamento salarial e a falta de acesso à qualificação, demonstra as desigualdades de oportunidades no mundo do trabalho, em que as mulheres estão expostas à informalidade, ao desemprego e às piores remunerações. A falta de autonomia financeira faz com que muitas mulheres permaneçam em relacionamentos conflituosos e violentos para proteger os seus filhos de restrições alimentares ou condições precárias de moradia.

Mulheres em foco e ocupando espaços na ciência e tecnologia

Não por acaso, a influência da luta das mulheres tem ganhado mais espaço na sociedade, no cenário político e nas redes sociais. Juntas e engajadas, somos – a cada dia – mais protagonistas e ganhando maior representatividade, ocupando espaços que até pouco tempo eram predominantemente masculinos, como a tecnologia e ciência.

Ver uma mulher grávida, líder de uma startup, na capa de uma das mais conceituadas revistas de negócios do mundo é uma disruptura de vários dos padrões convencionais: mulher grávida no ambiente de trabalho, mulher na liderança, mulher em foco, mulher na tecnologia. ???

Simplesmente um boom de representatividade feminina e, muito por isso, os movimentos de empreendedorismo feminino foram ao delírio com essa reportagem. Todo mérito à Cristina Junqueira, vice-presidente e cofundadora da Nubank, o terceiro unicórnio brasileiro da história (nome dado à startup que atinge a avaliação de preço de mercado de 1 bilhão de dólares) e que a Forbes destaca como uma das mulheres mais poderosas do Brasil em 2020.

Tudo isso na mesma semana em que outras 2 mulheres – sendo uma negra e nordestina – brilharam na ciência ao liderar a equipe que sequenciou o genoma do coronavírus em apenas 2 dias. ??‍???‍?

E, de novo, mais representatividade em pauta: mulher na ciência, mulher negra na liderança, mulher negra na ciência. Mais uma vez, as mulheres se unem para comemorar e exaltar os feitos de Jaqueline Goes e Ester Sabino que estavam ali – em foco absoluto – representando o sonho de muitas outras.

Claro que ainda há muito o que se conquistar, mas os números positivos em relação à representatividade feminina nos mostram que é possível construir uma realidade mais igualitária e que juntas somos mais fortes!?

#elameinspira

Um parabéns especial a todas as mulheres que fazem a diferença no nosso mundo e nos representam na mídia – muito além das passarelas –, na política, na defesa dos direitos ambientais e humanitários, no futebol, na tecnologia, na ciência e, claro, aqui na Airbox.

 

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